Visão e desempenho escolar: entenda a relação

A visão é um dos nossos principais sentidos e, por meio dela, temos as imagens e a percepção do mundo que nos cerca.


Portanto, quando há alguma alteração visual, nossa vida é profundamente afetada.

Os problemas de visão podem surgir desde o nascimento ou se desenvolver ao longo da vida. Por isso, é fundamental que se faça consultas periódicas ao oftalmologista para que, caso haja algum distúrbio na visão, seja possível diagnosticá-lo e tratá-lo precocemente.


Durante o desenvolvimento infantil, os olhos são um dos órgãos que mais passam por transformações importantes. A criança com a visão se desenvolvendo adequadamente é mais segura e isso tem reflexos para a vida toda.


O desenvolvimento visual da criança ocorre com maior intensidade de um ano até os três anos de vida e se completa aos sete anos. Isso quer dizer que o acompanhamento oftalmológico para diagnosticar possíveis doenças deve ser realizado muito antes da fase escolar.


Mas, nesta fase, a visão é um sentido essencial para o aprendizado e, se houver alguma alteração visual, com certeza o desempenho da criança será afetado. Através da visão, podemos aprender uma infinidade de coisas, uma vez que o cérebro percebe e processa as informações captadas pelos olhos.


Muitas pessoas não se dão conta de que a saúde ocular pode comprometer a sua qualidade de vida. Tanto que problemas de visão em crianças geram impactos negativos no desenvolvimento delas, tanto físico quanto cognitivo.


Segundo o Ministério da Saúde, 30% das crianças em idade escolar no Brasil apresentam problemas de visão que, quando não diagnosticados, afetam o aprendizado e podem até ser causa de evasão escolar.


Geralmente, a criança não sabe informar aos pais e professores que apresenta um problema de visão. Nas escolas, professores têm um papel importante na descoberta de doenças oculares, pois alguns sintomas se revelam em sala de aula, tais como:


• A criança chega o rosto muito próximo ao caderno ou livro;


• Dificuldade em ver o que está escrito na lousa;


• Problemas para distinguir ou combinar cores, o que pode ser daltonismo;


• Confusão de letras;


• Falta de interesse pela leitura;


• Resistência a acompanhar a classe;


• Dificuldade em assimilar as coisas;


• Falta de atenção.


Além dos sintomas demonstrados na sala de aula, em casa, alguns sinais e comportamentos merecem a atenção dos pais ou responsáveis, servindo como alerta para alterações visuais.


Fique atento se a criança:


• Aproxima-se demais para assistir televisão;


• Não tem interesse por atividades que requeiram esforço visual (leitura, smartphones, computadores);


• Queixa-se com frequência de dor de cabeça ou nos olhos;


• Coça os olhos com frequência;


• Pisca muito;


• Lacrimeja constantemente;


• Cai e esbarra nas coisas com muita frequência;


• Apresenta muita sensibilidade à claridade;


• Não tem interesse por atividades manuais e de socialização;


• Tem dificuldade de concentração;


• Franze a testa ao tentar focalizar algo longe.


Esses são alguns indícios de que a criança necessita ir a um oftalmologista.


A prevenção e o tratamento precoce garantem o desenvolvimento visual adequado. Problemas oculares, se não tratados na hora certa, podem levar a prejuízos às crianças, atrapalhando o desempenho escolar, o desenvolvimento cognitivo e o convívio social.


Mesmo que não haja evidências de problemas visuais, avaliações de rotina também são recomendadas, pois muitas doenças oftalmológicas são assintomáticas e só se manifestam já em estágio avançado.